CRIANÇAS

O Ser Humano passa por fases de desenvolvimento ao longo de sua existência.

A vida lhe faculta situações para que ele possa atuar de maneira a exercitar todo um aprendizado, relativo a cada uma das faixas etárias vivenciadas, desempenhando ao longo de sua existência, vivências, as quais lhe deveriam deixar, com a sensação de haver cumprido seu papel, apreendendo em seu corpo apenas o resultado de todas essas experiências.

Ao invés disso, ele acumula no próprio corpo, registros emocionais de situações mal resolvidas, os quais começam a se manifestar como sintomas físicos, indisposições que muitas vezes chegam aos consultórios médicos e que, apesar de detalhadamente investigados, não podem ainda ser detectados por quaisquer exames, uma vez que ainda se encontram sob a forma de uma queixa que se apresenta como física, mas que na verdade ela é a externalização de um desequilíbrio emocional e/ou mental, o qual futuramente pode vir a se converter em uma doença física.

No decorrer de sua ainda pequena existência, as crianças vão acumulando emoções, que se transformam em registros ou traumas, os quais aos poucos começam a mudar seu comportamento, chamando a atenção inicialmente de professores em sua escola, porque é ali que, junto a outras crianças, ela é vista diariamente e sua mudança mais rapidamente percebida.

Às vezes é percebido que uma criança que sempre se mostrou risonha, acessível, torna-se de repente tristonha, arredia. Outras vezes, é a agressividade que se faz notar, porque a criança passa a agredir todos ao redor. Pode também ficar extremamente agitada, tornando o ambiente dentro da sala de aula afetada, por exceder o comportamento normalmente inquieto da maioria das crianças.

Na maior parte das vezes, esta mudança é um reflexo de um desajuste familiar, o que se torna mais difícil de resolver, porque a maior parte dos pais não reconhece a necessidade de uma intervenção terapêutica, chegando inclusive a se ofender com a sugestão. Outros não possuem disponibilidade interna ou mesmo de tempo, o que se torna um problema para o terapeuta que esteja atendendo a criança, pois percebe no ambiente familiar o reflexo do comportamento de seu cliente.

Por essa razão, o Método Santo Herbário procurou atuar no sentido de compreender a criança, dentro de suas etapas de desenvolvimento, a fim de ajuda-la a percorrer novamente, de forma terapêutica, as fases que já tenha vivenciado, procurando auxilia-la a liberar de seu corpo e de sua mente, os registros que tenham sido retidos, permitindo-lhe transforma-los apenas em uma experiência de vida.

Neste processo, a criança é trabalhada no sentido de se fortalecer contra a influência circundante que a esteja afetando, que muitas vezes nem vem dos próprios pais, mas até mesmo do ambiente circundante. Ao mesmo tempo, ela é incentivada a reconhecer e se abrir mais para os comportamentos saudáveis que a rodeiam, passando a perceber essas duas influências, e optando por aquela que lhe é favorável.

As crianças atualmente, em sua grande maioria, já nascem diferenciadas. Elas trazem em si um padrão vibratório que nós nos atreveríamos a chamar de Luz Própria. Parecem conter em si essa Centelha Divina que todo Ser Humano possui, mas com o diferencial de uma maior conexão e proximidade com o Pai. São denominadas Crianças Índigo (vide livro com esse nome, de Indrig Canet), e Crianças Cristal.

Acreditamos que nelas, está não apenas o futuro da Humanidade como se costuma dizer, mas a necessária mudança dessa Humanidade que aí está, matando, roubando, destruindo a si e tudo ao redor, inclusive o próprio Planeta em que vivemos.

As crianças Índigo vieram com o intuito de modificar estruturas arcaicas, questionar valores decrépitos e promover mudanças necessárias ao desenvolvimento verdadeiro do Planeta. Quanto às Cristal, elas chegam instalando a paz e a harmonia nos locais onde passam e onde se instalam (maiores informações em sites específicos na internet).

Por essa razão, nosso trabalho com elas é no sentido de permitir aflorar em cada uma delas essa Centelha Divina, a força de cada uma dessas almas que nasceu, na determinação de mudar todo esse padrão comportamental destrutivo e sem Amor, e elas, com sua estrutura de caráter e sua capacidade amorosa, bem como seu nível de discernimento, serão e farão a mudança pela qual tanto ansiamos.

Ciclos de Evolução da Criança de 0 a 07 anos


1º Ciclo – 0 a 01 ano:(1º Centro)

Desenvolvimento da delimitação interna em relação a suas reais potencialidades, como forma de defesa da própria sobrevivência.

Período de desenvolvimento sensorial, o qual pode-lhe facultar as experiências necessárias nesse aprendizado, permitindo-lhe experimentar e sentir aquilo que já é capaz, a partir do reconhecimento de seu próprio corpo, ocasião em que ele pega e observa atentamente suas mãos e seus pés, e inicia a busca de expansão de seu espaço ao se arrastar, engatinhar e finalmente se por em pé.

Quando bem vivenciado este ciclo atua como a base, a sustentação sensorial para atitudes adequadas de reconhecimento e respeito quanto a seus reais limites, sensação que é traduzida como o medo, o qual, se bem assimilado, torna-se por toda sua vida apenas como um delimitador, um momento em que lhe é necessário avaliar situações e suas dificuldades, buscando então a maneira adequada de transpô-las.

O carinho, o colo, o aconchego nesse período são imprescindíveis para fortalecê-la emocionalmente. A sensação do limite de seu corpo, ao sentí-lo em contato com o do outro crendo ser o seu próprio, a levará a se sentir amparada emocionalmente em momentos de crise na vida.

2º Ciclo – 01 a 02 anos: (2º Centro)

Período de aprendizado de trocas, onde esse movimento interno de delimitação procura ampliar sua percepção, no sentido de expandir este limite interno, passando a perceber que existe algo além de si mesmo, sendo esta percepção representada pela figura materna ou aquele que a alimenta.

Começa a perceber que o mundo vai além de seu próprio espaço, ao mesmo tempo em que determinadas atitudes podem lhe trazer aquilo que almeja (chora e o alimento lhe é dado ou não, por ex.). Nessa ocasião, a criança inicia seu aprendizado quanto a como fazer para obter a satisfação de suas necessidades básicas, bem como o tipo de vínculos que consegue estabelecer, criando nessa então a base para atitudes que manterá ao estabelecer relacionamentos futuros, tanto a nível pessoal quanto profissional.

Se suas atitudes são acolhidas e retribuídas amorosamente, desenvolverá confiança nas próprias ações, bem como prazer ao exercê-las, porque o retorno construído a partir dessas interações é a base para um equilíbrio emocional.

3º Ciclo – 02 a 03 anos: (3º Centro)

Ampliação desse perímetro, onde a criança começa a perceber e reconhecer a existência de outras pessoas (a ponto de passar a estranhar os menos freqüentes), aprendendo a estabelecer essas relações de forma mais ampla, sempre levando em conta o aprendizado anterior:

- Reconhecimento do próprio espaço;
- Reconhecimento da existência do outro, bem como sua maneira individualizada para exercer e obter o que pretende, levando em conta à própria experiência em relação aos resultados obtidos nas vezes anteriores, e o que ele é capaz de sustentar na vivência pretendida.

Essa experiência lhe permite reconhecer e decidir como se relacionar adequadamente nesse contexto mais amplo que se apresenta.
Permitir que a criança estabeleça e desenvolva os próprios relacionamentos, sem a interferência de adultos que fiquem todo o tempo estabelecendo as regras para essa convivência, desenvolve nela autonomia para reconhecer a melhor forma para lidar com situações que envolvam terceiros em sua vida.

4º Ciclo – 03 a 04 anos: (4º Centro)


Nessa ocasião, a criança organiza toda sua experiência anterior, buscando uma orientação interna nas sensações que necessitam de experimentação em sua trajetória de vida, razão de sua existência.

A partir daí, passa a procurar vivenciar dentro dessa orientação aquilo que lhe é necessário e de sua própria maneira, retratando aqui as vivências dos anos anteriores.

Procurar respeitar as escolhas da criança, ao mesmo tempo em que incentivar sua descoberta daquilo de que gosta ou não, nessa fase, fortalece-lhe a autonomia futura.

5º Ciclo – 04 a 05 anos: (5º Centro)


Após o período de experimentações, bem como de reconhecimento em relação a sua necessidade ou não das experimentações, a criança começa a vivenciar esse período de experiências passando a expressá-las no mundo de uma forma individualizada, única, justificando dessa forma a razão de sua encarnação. Quanto mais sua expressão é acolhida, reconhecida e respeitada, mais ela se fortalece emocionalmente, possibilitando-lhe dessa forma um crescimento equilibrado físico e emocional.

Reconhecer suas atitudes, ouvir o que tem a dizer, trabalhar nela a expressão de inúmeras formas, desenvolve-lhe a confiança para se expressar na vida.

6º Ciclo – 05 a 06 anos: (6º Centro)


Neste ciclo, a criança busca coadunar internamente as experimentações que esteja vivenciando com as sensações percebidas anteriormente. Cada vez que uma vivência atual é reconhecida e devidamente qualificada, em relação a uma sensação anterior, essa vivência se transforma em experiência de vida.

Nessa fase, brincadeiras onde se exercite o movimento de síntese, auxiliam-na a ancorar como experiência aquilo que vivenciou adequadamente até o momento, fortalecendo-lhe, ainda mais, sua estruturação e equilíbrio internos.

7º Ciclo – 06 a 07 anos: (7º Centro)


Sua experiência se traduz como sabedoria, adequada à vida de uma criança com essa idade. Isto porque as experiências anteriores levam-na a reconhecer uma situação quando a vê, e optar por vivenciá-la ou não, de acordo com o que pretende para si mesmo; sabendo que suas atitudes sempre terão resultados e que esses passarão a ser percebidos e evitados, se não lhe são agradáveis.

Ao mesmo tempo, a criança reconhece a existência das pessoas envolvidas na circunstância, e consegue perceber a extensão de seus atos reverberando tanto em si quanto nos outros, o que lhe possibilita se estruturar de uma maneira consciente e responsável quanto a seus próprios atos.

Brincadeiras onde lhe são colocadas situações para que vivencie o princípio, meio e fim, permitindo-lhe estabelecer internamente um entendimento, quanto a como somos responsáveis por aquilo que vivemos.

O material e método utilizados são parecidos aos citados no Menu do Site, mas com a diferença que gostamos de atuar com as crianças em grupo, onde um espaço lúdico lhes é propiciado, para expressarem aquilo que aflore em seu atendimento individual com a escovação, auxiliando trazer à tona os registros de dor dessas crianças, e a oportunidade delas liberarem esses registros por meio das brincadeiras vivenciadas.